A água escondida que abastece o mundo : Como se pode gerenciar essas fontes que ninguém vê ?

texto Sérgio Adeodato

carteeauUm terço da humanidade depende hoje de fontes subterrâneas para matar a sede, mover as indústrias e irrigar cultivos de alimentos. Abastecidos pela chuva, os aquíferos, como são chamados esses mananciais, são recursos renováveis que têm no seu grande volume uma garantia de que não faltará água para a população mundial por muitos anos. Mas, como no caso dos lagos e rios da superfície, também os aquíferos estão ameaçados pelos problemas de sempre: poluição, exploração sem controle, desperdício.
Nas próximas páginas, você vai conhecer onde estão os maiores reservatórios de água subterrânea do mundo e alguns exemplos do seu mau uso e do que está sendo feito, no plano internacional, para solucionar esse problema. Saberá também a forma encontrada pelos países da América Latina para administrar os aquíferos compartilhados – principalmente o Guarani, um dos maiores do mundo, cujas águas estão sob o território do Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. O Guarani já está sendo mapeado e foi iniciado o diálogo entre as nações que compartilham suas águas. Mas há poucas informações sobre outros mananciais brasileiros, principalmente no Nordeste.

A ameaça sobre os aqüíferos

Depósitos de água existentes no subsolo constituem um tesouro estratégico para os países. Mas estão sendo usados além dos limites suportáveis.
Eles são imensas caixas d’água realimentadas pela chuva e filtradas por camadas de areia e rochas abaixo da crosta terrestre. Encontram-se por toda parte e, em alguns países, são empregados para irrigar a lavoura e para abastecer a população. Têm a vantagem de ser uma fonte de uso mais prático, rápido e às vezes até 15 vezes mais barato do que os rios e lagos da superfície. São os aquíferos, lençóis de água encontrados em profundidades variáveis que servem como fonte de abastecimento para a humanidade há milênios. Representam uma reserva 100 vezes mais volumosa que a dos rios e lagos, alternativa escolhida para abastecer grande parte da Europa e metade das cidades da América Latina e Caribe. Hoje, países como Arábia Saudita, Malta e Dinamarca dependem deles para abastecer residências, shopping centers, hotéis, hospitais e até para encher piscinas e regar campos de golfe.
“O problema é que estamos explorando os aquíferos a um ritmo mais rápido do que eles conseguem se refazer, com efeitos perigosos”, afirma Vicente Andreu, secretário de Recursos Hídricos do Ministério do Meio Ambiente. O uso além do limite reduz a vazão e piora a qualidade da água, seca os riachos e causa impactos geológicos na superfície, como o afundamento do solo.
Na região do rio Jordão, no Oriente Médio, a maioria das reservas do subsolo está sendo superexplorada e a água tornou-se salobra. A situação é crítica no aquífero do rio Azraq, na Jordânia, próximo da fronteira com a Síria e a Arábia Saudita (veja no mapa). Isso porque, com o aumento da população e, consequentemente do uso, o volume de água extraída por ano triplicou em duas décadas. O consumo é maior do que a capacidade de reposição pela chuva, armazenada nas rochas, fendas e fraturas do solo. Em consequência, o lençol subterrâneo recuou 20 metros, ameaçando o abastecimento de várias cidades, como Amã, a capital jordaniana.
Este é só um dos exemplos do uso excessivo e mal-administrado dos aquíferos. Nos Estados Unidos, há outro: o Ogallala, que se estende sob os estados do Texas e Dakota do Sul (veja mapa), está empobrecendo a um ritmo de 12 trilhões de litros por ano. É um problema quando se sabe que suas águas alimentam um quinto das terras americanas irrigadas. Tanto assim que, em todo o mundo, a questão começa a ser tratada dentro dos fóruns ambientais mais importantes.
O perigo ronda a Cidade do México

Construída pelos colonizadores espanhóis no leito de um lago drenado, a Cidade do México, capital do país, está afundando. Desde 1900, o seu nível baixou o equivalente ao de um edifício de três andares. O solo argiloso é instável e frágil e, por isso, não suporta o peso das construções. Casas e edifícios apresentam rachaduras e a catedral metropolitana afundou 12,5 metros desde a sua construção, no século 16. Isso ocorre por causa da retirada excessiva de água no subsolo para abastecer a população crescente. Além disso, a urbanização desordenada ocupou, pavimentou e estragou as áreas da superfície por onde as chuvas penetram no solo e alimentam o aquífero. Com o lençol freático rebaixado, é grande a pressão sobre os canos de esgoto, que podem romper, causando contaminação. O perigo aumenta com as chuvas de verão, escoadas por uma rede de bombeamento. Para reduzir o uso do aquífero, o governo construiu um sistema de aquedutos, captando água de rios distantes.

Quando a água ultrapassa fronteiras

Depósitos subterrâneos às vezes são compartilhados por países vizinhos. Para não haver conflito, criam-se regras internacionais de uso.
Armazenadas nos poros e fissuras milimétricas de rochas, a água dos aquíferos se estende às vezes por milhares de quilômetros quadrados de subsolo. É natural, portanto, que seja compartilhada por países vizinhos – como ocorre com o Aquífero Guarani, dividido entre o Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. Há outros aquíferos transnacionais igualmente importantes, como o Arenito Núbia, no subsolo de Líbia, Egito, Chade e Sudão; e o Kalahari, entre Namíbia, Botsuana e África do Sul – ambos em lugares áridos da África. Na Europa, outro aquífero – o Digitalwaterway Vechte – é compartilhado entre Holanda e Alemanha; o SlokKarst-Aggtelek, ente Eslováquia e Hungria; e o Prade, entre a República Checa e  Polônia (veja todos no mapa-múndi).
Se já existe disputa entre países quando isso acontece com a água de bacias fluviais, no caso de compartilhamento de águas subterrâneas a disputa pode ser ainda mais acirrada. O aumento da população e a competição pelo recurso podem levar à tensão entre nações que bombeiam toda a água possível para o próprio uso. Pensando nisso, a ONU apresentou, no fim de 2008, um projeto de Convenção de Aquíferos Transfronteiriços, elaborado pela Comissão de Direitos Internacionais, no qual convoca as nações que possuem esses depósitos a não contaminar a água e a cooperar, controlar e prevenir a sua poluição. Na mesma época, foi lançado o primeiro mapa mundial de aquíferos transfronteiriços subterrâneos, no qual são contabilizados 273 depósitos no subsolo de vários países, sendo 68 no continente americano, 38 na África, 65 no Leste Europeu, 90 na Europa Ocidental e 12 na Ásia. No total, são 134,8 milhões de quilômetros quadrados, com um volume de 23,4 milhões de quilômetros cúbicos de água.
O International Shared Aquifer Resources Management (Isarm), uma iniciativa conjunta da Unesco e da Secretaria-Geral dos Estados Americanos, identificou de forma preliminar os limites dos 11 principais aquíferos transfronteiriços do Brasil com os países vizinhos. O próximo passo é estabelecer regras para sua utilização. O projeto que está mais avançado, até porque é o aquífero mais utilizado, refere-se ao Guarani.

Entrevista : Um modelo de acordo para o Aquífero Guarani

Luiz Amore

Luiz Amore

Como secretário-geral do Projeto de Proteção Ambiental e Desenvolvimento Sustentável do Sistema Aquífero Guarani, o engenheiro Luiz Amore (foto) articulou governos, instituições e os principais pesquisadores que trabalham tanto no Brasil como na Argentina, Paraguai e Uruguai com um objetivo: mapear e dimensionar o potencial da reserva, identificar ameaças e iniciar o diálogo entre as nações que compartilham a água. Especializado em hidrogeologia, Amore, que já havia operado a cobrança pelo uso dos rios no Brasil, está agora em Montevidéu, de onde falou para Horizonte Geográfico.

HG – O Aquífero Guarani é considerado um tesouro desconhecido. O que tem sido feito para aproveitá-lo bem?

Luiz Amore – O conhecimento é a principal arma para protegê-lo. O projeto que coordenamos chegou a resultados importantes. Durante seis anos, com US$ 13 milhões do Banco Mundial, o trabalho envolveu 300 técnicos dos países participantes e mais de 2 milhões de pessoas tiveram contato com os experimentos de campo. Foi confeccionado um mapa a partir de 191 cartas topográficas e uma base de dados com informações sobre mais de 7 mil poços, acessíveis para consulta na internet. É o ponto de partida para aproveitar esse manancial de maneira sustentável. A partir disso, foram realizados experimentos piloto de como monitorar o uso, como ocorreu em Ribeirão Preto (SP), para depois o modelo ser replicado nos países.

HG – Qual a perspectiva de um acordo internacional para garantiro uso pacífico dessa água?

Luiz Amore – Os países criaram leis e programas internamente, estabeleceram ações conjuntas que agora serão implementadas a partir do maior conhecimento técnico sobre o manancial. Foi criado o Conselho Regional de Cooperação, integrado por agências de recursos hídricos e áreas de meio ambiente e relações exteriores, com sede no Uruguai. De imediato, o trabalho fará parte do Tratado do Rio da Prata. O Parlamento do Mercosul está trabalhando para aprovar um novo tratado.

HG – O projeto confirmou que o aquífero é descontínuo, diferente de uma região para outra. É um mito dizer que o Guarani é a solução para abastecer os países?

Luiz Amore – As pesquisas mostraram que os efeitos e prejuízos da superexploração e da contaminação são prioritariamente locais. Em muitos casos, como ocorreu em Concórdia (Argentina) e Salto (Uruguai), é preciso impor limites de uso. Essa realidade varia de país para país. Por isso, o controle e o modelo de uso devem ser locais.

O maior depósito de água do mundo

São 46,2 mil km3, divididos entre Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. Boa parte já está sendo explorada. Mas é preciso superar os problemas de uso excessivo e contaminação
Quando se fala sobre os rios brasileiros, responsáveis por 12% de toda água que flui na superfície do planeta, é comum ouvir que somos o país mais rico em recursos hídricos. O superlativo vale também para as reservas escondidas no subsolo. O Brasil tem um estoque de água subterrânea equivalente a um quinto da existente em todos os aquíferos do mundo. É volume suficiente para abastecer continuamente 2,8 bilhões de habitantes dentro dos padrões de consumo recomendados pela Organização Mundial da Saúde.
O uso desse tesouro depende, é claro, das condições geológicas e de outros fatores locais. Mas uma coisa ninguém duvida: é água demais! Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 61% os brasileiros são servidos por essas fontes hídricas, espalhadas por dez diferentes regiões hidrogeológicas, mapeadas conforme as condições de armazenamento, circulação e qualidade da água.
Um mar debaixo da terra
Há dois tipos principais de aquíferos. Nos saturados, a água se aloja por entre granitos e rochas cristalinas, sendo mais difíceis de explorar. No caso dos aquíferos porosos, as reservas são normalmente fartas e acessíveis. O exemplo mais importante nessa segunda categoria é o Aquífero Guarani, formado entre camadas de rochas arenosas, depositadas na Bacia Geológica do Paraná entre 245 milhões e 144 milhões de anos atrás.
O Aquífero Guarani estende-se por 1,195 milhões de km2. A maior porção (71%) está em território brasileiro e aqui é aproveitado. No Estado de São Paulo, 80% dos municípios dependem dessa fonte para servir um total de 5,5 milhões de habitantes. Marília, Jales eAraraquara, entre outras cidades, em vez de pagar pelo tratamento de água dos rios já bastante poluídos, optaram por poços profundos para abastecer a população, as indústrias e as propriedades agrícolas.
Há estâncias hidrominerais nas quais a água que brota no chão é termal, ou seja, quente, e apreciada por turistas em busca de relaxamento. Em Araçatuba e Presidente Prudente, também no interior paulista, a água subterrânea passa por sistemas de resfriamento antes de ser distribuída à população. Pesquisadores agora sugerem que o calor dessa água (33ºC a 65ºC) seja utilizado para gerar energia.
Por causa do uso intenso, São Paulo é o estado brasileiro em que as fontes subterrâneas estão mais ameaçadas. Bombas de sucção retiram água do subsolo com uma rapidez maior do que a natureza repõe. A exploração exagerada baixa o nível do lençol freático e torna a água suscetível à poluição que vem da superfície. A maior parte das cidades despeja esgoto sem tratamento. O risco de contaminação dos agrotóxicos completa o quadro nas zonas rurais.
O Projeto Aquíferos, criado pelo governo paulista, procura identificar áreas em perigo, controlar a poluição e promover campanhas para a limpeza de poços. “Além da falta de conhecimento sobre como usar o aquífero, o principal problema que enfrentamos é a abertura de poços clandestinos”, afirma Everton da Costa Souza, presidente da Associação Brasileira de Águas Subterrâneas (Abas).
Zoneamento de água
Ribeirão Preto, no interior paulista, abastece os seus 550 mil habitantes com água limpa e de ótima qualidade proveniente do Aquífero Guarani. Mas o uso excessivo e a abertura de poços sem controle levou o lençol subterrâneo a ficar 60 metros mais fundo. O custo da captação aumentou. Além disso, a recarga da chuva sofre o impacto da reurbanização e da poluição por efluentes industriais. A solução foi um projeto de zoneamento que dividiu a cidade em três áreas de restrição, com prioridade para o abastecimento público. A vazão de 103 poços é controlada. Campanhas visam reduzir o consumo, que é 40% superior à média nacional.
Poços em excesso exaurem as fontes

Na década de 1990, os municípios do entorno de Curitiba perfuraram diversos poços para abastecer a população que crescia sem parar. Os efeitos só foram sentidos mais tarde. Como a água estava sendo retirada acima do limite, o solo afundou e as casas racharam. Na zona rural, a exploração ajudou a secar córregos e abriu caminho para a disputa pelos mananciais entre a lavoura e o abastecimento público. Para evitar a exaustão das fontes, a Sanepar (Companhia de Saneamento do Paraná) criou um sistema de controle diário dos 30 poços. Na estiagem, a vazão é reduzida para manter os níveis de segurança.
O perigo da contaminação
A população de Jurubatuba, Região Metropolitana de São Paulo, levou um susto em 2005 quando uma empresa descobriu que o poço de um terreno recém-adquirido estava contaminado. Os 32 poços que abasteciam indústrias e residências foram interditados porque continham alto teor de uma substância tóxica e poluente. O governo estadual encomendou estudos para medir o tamanho do estrago e decidir o que fazer com a água. O trabalho foi concluído no começo de 2009. “Estamos convocando reuniões públicas com os setores envolvidos para definir quando os poços devem continuar fechados e quando podem ter aproveitamento restrito”, afirma Leila Carvalho, do Departamento de Água e Esgoto de São Paulo (Daee).

Fontes não aproveitadas do nordeste

Aquíferos no subsolo nordestino são pouco utilizados. Eles poderiam atender boa parte da população que hoje sofre com a seca
Os sertanejos que rezam por chuva no cenário nordestino não sabem que, sob seus pés, está a solução de todos os problemas. Os contornos do mapa hidrogeológico da região são claros: em lugares onde o calor tórrido seca os rios, a água subterrânea se estende por toda parte. “O semiárido é uma ilha cercada de água doce por todos os lados”, afirma o pesquisador Sebastião Pinheiro da Silva, da Unicamp. “Infelizmente é uma reserva muito pouco aproveitada, enquanto milhões de reais são gastos para fazer, por exemplo, a transposição do rio São Francisco.”
Polêmicas à parte, o Nordeste brasileiro tem 90% do território constituído por rochas cristalinas com fendas e fissuras. Em apenas 10% da região há rochas sedimentares, nas quais estão situados os aquíferos. Apesar da pequena área, eles estão em todos os estados e guardam água em enorme volume, suficiente, por exemplo, para irrigar a lavoura e abastecer a população que hoje depende de carros-pipa.
O exemplo de maior potencial é a Bacia Sedimentar do Meio Norte, que abrange 250 mil km2 do Piauí e do Maranhão (veja mapa). Cada poço perfurado na região tem capacidade de fornecer até 700 mil litros de água por hora, podendo matar a sede não apenas dos moradores locais, como também da população dos estados vizinhos. Até mesmo o pequeno Jatobá, em Pernambuco (nem sinalizado no mapa), poderia atender cerca de 5 milhões de pessoas por ano ou irrigar 30 mil hectares de plantio. O custo de um poço com profundidade de 900 metros para fazer esse abastecimento equivale ao gasto de 20 quilômetros de adutoras para distribuir a água dos açudes. Além disso, o uso dos aquíferos, na maioria das vezes, não exige despesas com tratamento da água.
Cidades de grande porte como Mossoró (RN), Natal (RN) e Maceió (AL) são quase totalmente abastecidas por água subterrânea. O problema é que, nas regiões onde esses mananciais são aproveitados, é alto o índice de desperdício. No município de Barreiras, celeiro do agronegócio no oeste baiano, o cultivo de grãos e algodão consome 1 bilhão de litros por dia. Os pivôs de irrigação, sistemas ineficientes que regam as plantações do alto, jogam fora 40% da água extraída dos rios e do Aquífero Urucuia (veja mapa à pág. anterior), que se estende por 76 mil km2 entre o sul do Piauí e o noroeste da Bahia. Para conter o problema, o governo estadual planeja adotar a irrigação por gotejamento no solo, copiando o modelo de Israel.
Intrusão salina no Recife

Recife é como um queijo suíço. A comparação não é um exagero: na capital pernambucana existem 5 mil poços cadastrados, número que pode triplicar se contarmos os clandestinos. Os novos edifícios residenciais são construídos com poços próprios para não depender exclusivamente do fornecimento da rede pública, que é precário no período de estiagem. A população escapa do racionamento, mas não da contaminação dos poços pelo esgoto que é lançado no ambiente sem tratamento. No bairro de Boa Viagem, local da praia mais frequentada da cidade, a água do aquífero sofre outro tipo de ameaça, chamada de “intrusão salina”, ou seja, a invasão do sal marinho. O problema não é exclusivo de Recife. Existe também em cidades litorâneas do Caribe e das Filipinas. Em Recife, por conta do teor de sal na água, é comum tomar banho nos hotéis sem que o sabonete produza espuma.
Uso compartilhado entre estados
O município de Baraúna (RN), na divisa com o Ceará, é um polo de fruticultura irrigada, cujo uso acima do limite reduziu o nível dos poços no Aquífero Jandaíra (veja mapa). O impacto, agravado pela falta de chuvas, exigiu medidas emergenciais de controle. O governo então implantou o Programa de Gestão das Águas Subterrâneas que, entre suas ações, fez o diagnóstico dos poços (71% utilizados para irrigação) que passaram a ser perfurados mediante autorização. Atualmente, 60 poços são monitorados e o plano é estender o trabalho para outras regiões. Rio Grande do Norte e Ceará unificaram os procedimentos, resultando no primeiro plano de gestão compartilhada de aquíferos interestaduais no Brasil.
Poços são atração no Piauí
O vale do Gurguéia, na divisa do Piauí com o Maranhão, é conhecido pelos famosos “poços jorrantes”, símbolos da fartura – e do desperdício. Enquanto a população rural e os animais de criação passavam sede, não muito longe dali balneários públicos se abasteciam de água que jorrava até 70 metros de altura. Em 2004, a Agência Nacional de Águas, em parceria com o governo do Piauí, instalou válvulas nos seis maiores poços para controlar a vazão. Eles são acionados em determinados horários pelos produtores rurais. E servem para refrescar os banhistas nos fins de semana e feriados. Dezenas de outros poços, não atendidos no projeto, continuam vazando água. Além disso, a manutenção do sistema de válvulas, a cargo do governo estadual, é difícil. Muitas vezes, por falta de verba, não é realizada com eficiência.

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2 responses to “A água escondida que abastece o mundo : Como se pode gerenciar essas fontes que ninguém vê ?

  1. sheila maria tsokas dos santos

    reportagem interessante sobre os aquifero no mundo em especial no Brasil. país com grande volume de agua tanto na superficie como no sub solo. estou fazendo pós em gestão ambiental e o texto foi de grande valia para minha pesquisa. Gostaria de saber se você tem textos informativo
    sobre o jatobá que é a regiao de minha pesquisa

  2. Claudia Martins

    Gostaria informaçoes sobre a agua subterrania no Ceará. Vivo em Itapajé.

    A cidade sofre com muita falta de agua, porém alguns donos de terrenos tem poços artesanais que vende a 10 reais mil litros em carros pipas.

    Planejamos fazer um projeto de construçao de poços profundos nos bairros (a cidade só tem 45 mil habitantes). Nao somo politicos, somos cidadaos que sofremos. É a sociedade civil tentando solucioná rapido este problema, enquanto eles planejam construir açudes acima do nivel da cidade.

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